ALGARVE 

"Cultura e Tradição

Uma maneira única de fazer, sentir e celebrar! Mais do que apenas magníficas praias e um clima abençoado, o Algarve oferece uma rica herança folclórica que vale a pena apreciar juntamente com os prazeres do sol e do mar. Dedique algum tempo a descobri-lo porque existem costumes antigos, tradições vivas e edifícios históricos que podem ser apreciados ao longo do ano. Os algarvios ao longo dos séculos deixaram uma herança tão rica que merece ser explorada: das celebrações únicas de ocasiões festivas (como a Páscoa, o Natal ou a Primavera); aos edifícios históricos dos tempos antigos e recentes; às iguarias irresistíveis que compõem a culinária regional.

Caravela Boa Esperança

Aprendendo sobre as descobertas em um contexto da vida real As primeiras caravelas a zarpar durante o período dos Descobrimentos portugueses partiram do Algarve, e foi aqui que o Infante D. Henrique inventou os navios utilizados pelos portugueses na exploração dos oceanos. A caravela latina, também conhecida como caravela do Infante ou a caravela dos Descobrimentos, foi o navio de origem moura escolhido pelo Príncipe D. Henrique para suas aventuras marítimas. Hoje, temos a caravela Boa Esperança, réplica aproximada das caravelas usadas nos Descobrimentos. Foi construído em madeira por especialistas que mantiveram as regras de construção naval do século XV, mas acrescentaram alguns recursos extras de conforto e segurança. As velas da caravela ostentam o símbolo da Cruz da Ordem de Cristo e o brasão do Infante no mastro principal. A Boa Esperança é destinada ao uso como embarcação didática para treinamento de marinheiros, bem como para participação em competições e outros eventos náuticos, além de realizar pesquisas sobre o comportamento e manobras das antigas caravelas. Lançado no dia 28 de abril de 1990, ele tem visitado portos no norte da Europa e no Mediterrâneo e é regularmente visitado por crianças em idade escolar em viagens organizadas. A caravela é, portanto, um enorme trunfo para a promoção do turismo no Algarve, uma vez que captura o interesse dos turistas, que podem embarcar para conhecer as glórias do passado de exploração de Portugal.

 

A Dieta Mediterrânea

IInfluenciada por várias civilizações e diferentes níveis de conhecimento e práticas, desde as mais tradicionais às mais avançadas, a dieta mediterrânica no Algarve é uma das expressões mais fascinantes e vivas da cultura da região. Com base em alimentos frescos, naturais e principalmente produzidos localmente, a utilização de azeite puro como gordura preferida, a presença constante de peixe fresco e, em particular, variedades ricas em ácidos gordos ómega 3, como a sardinha, a cavala e o atum, o consumo limitado de carne vermelha, o papel da fruta, leguminosas e vegetais verdes, e até mesmo o consumo moderado de vinho contendo antioxidantes naturais, tudo nesta dieta é parte integrante de um estilo de vida saudável e atraente. Embora não seja uma região particularmente grande, o Algarve possui uma incrível variedade de propostas culinárias. As diferenças entre as cozinhas da área costeira, as terras altas e o barrocal, e entre o leste (Sotavento) e o oeste (Barlavento) são muitas e todas contribuem para um patrimônio comum enriquecido. A passagem de conhecimento e métodos de geração em geração, assim como os rituais de convivência e socialização, significam que, em vez de serem simplesmente alimentos, estamos falando dos elementos que compõem as identidades das famílias, das comunidades e das comunidades. Algarve inteiro. A consciência deste tesouro, condição essencial para a sua preservação, é outro ingrediente que está em harmonia com a descoberta de tudo o que o Algarve tem para oferecer de corpo e alma. O Algarve é a porta de entrada para o Mediterrâneo, com um sabor do Atlântico. Uma salada de polvo ou um mingau de milho, um ensopado de grão de bico ou de grão-de-bico, uma estrela de figo ou um pequeno bolo de alfarroba, trazem mais do que apenas prazer aos sentidos. Fazem parte de todo um modo de vida, um saudável relacionamento entre gerações, entre quem está aqui, quem vem e quem vai, entre o próprio Algarve e o mundo que o rodeia. Venha e aproveite.

 

Festas Populares e Religiosas

Quando as amendoeiras desabrocham, a época do carnaval traz bóias e desfiles decorados na maior parte do Algarve. Loulé, em particular, é conhecida por sediar um dos maiores desfiles de Carnaval de Portugal. As festividades da Mãe Soberana em Loulé estão entre as tradições religiosas mais intensas do Algarve. No domingo de Páscoa, o Pequeno Festival vê a liteira descer da Capela para a Igreja de São Francisco. Duas semanas depois, no Grande Festival, a procissão segue subindo a encosta íngreme até a capela, com os portadores da lixeira correndo por todo o caminho. Em São Brás de Alportel, no Flower Torch Festival, homens carregam tochas decoradas com raminhos de lavanda, lavanda francesa e flores, formando as asas da procissão que sinaliza a ressurreição de Cristo. O primeiro de maio é um dia festivo no Algarve. Estas festividades populares estão profundamente enraizadas na cultura do Algarve e incluem piqueniques, comer caracóis, dançar e cantar. Outra tradição é fazer grandes bonecas de pano chamadas Maios (“Mays”), decorá-las e colocá-las na porta da casa com versos divertidos. Estas bonecas simbolizam a primavera e a fertilidade. A origem dessa tradição está em certos costumes da Roma pagã, ligada à adoração da natureza. Em junho, o Algarve ganha um charme especial durante as festividades dos Santos Populares. Há festas e danças festivas em várias partes das cidades e aldeias, e as pessoas comem sardinhas grelhadas e bifes de porco, bebem vinho tinto, dançam e pulam sobre fogueiras de madeira de alecrim, tudo num alegre ambiente com aroma de manjericão. Agosto é o mês do Banho 29 ou Banho Santo, que trouxe o povo do campo para o litoral. Hoje, não é tanto o povo do campo quanto os grupos de amigos, que aproveitam a oportunidade oferecida pela tradição para socializar em torno de uma fogueira. Em Lagos e na praia da Manta Rota, a festa inclui trajes de banho de época. Ao longo da costa, em agosto e setembro, marinheiros participam das procissões no mar para agradecer e pedir bênçãos para suas perigosas profissões.

Casas Típicas

O símbolo mais óbvio da arquitectura tradicional no Algarve é, sem dúvida, a chaminé, que traduz a individualidade dos proprietários de casas e exibe a sua riqueza. Não havia duas chaminés iguais e quanto mais intrincado seu design, mais caras elas eram para fazer. Belos exemplos destes símbolos de arte popular e habilidade criativa podem ser vistos em habitações rurais mais ricas no interior do Algarve. A platibanda é outra característica do patrimônio arquitetônico do Algarve. Ornamentada com formas geométricas e cores, esta elegante característica decorativa dá um toque final às fachadas e esconde o telhado ou o terraço. Ele contrasta com o brilho da cal, aplicado anualmente fora de limpeza e orgulho, e combina com as molduras coloridas ao redor das portas e janelas. Os telhados inclinados ou telhados de tesoura são típicos de cidades aristocráticas e denotam uma forte influência estética oriental, trazendo Portugal junto com seda e especiarias. Eles estão associados a Tavira, a princesa do Rio Gilão, uma joia arquitetônica bem preservada, que foi um porto de grande importância estratégica. Eles também podem ser encontrados em Faro, mas ainda não há muitos. No barlavento algarvio, ou barlavento, os ventos sopram do Atlântico, e no interior reina um clima montanhoso. Aqui, as casas são geralmente mais simples e menos sofisticadas, construídas em ripas e gesso ou pedra, não decoradas e apenas caiadas de branco. Estas casas rurais encantadoras e simples também se encontram nas terras altas da Serra do Caldeirão. Na costa, muitas vezes você verá casas com terraços de inspiração árabe, que serviram como pontos de observação para observar o mar e os barcos de pesca trazendo suas capturas para terra. Eles também forneceram um espaço privado para secar frutas e peixes, e descansar nas noites quentes de verão. Olhão é o epítome desta arquitectura com as suas linhas puras e simples. Na verdade, a cidade foi apelidada de cidade cubista por causa de sua disposição sinuosa de construções agrupadas em cubos de maneira marroquina.

 

Artes e Oficios

Por toda a região, você encontrará artesãos que fazem cobertores, corredores de mesa, toalhas de mesa, linho fino e tapetes, usando materiais e técnicas tradicionais. A tecelagem de palmeiras já foi uma atividade importante para o orçamento de muitas famílias, pois estava ligada à necessidade de trabalhar nos campos. Hoje, embora tenha perdido parte de sua importância utilitarista, adquiriu qualidades ornamentais para que os itens feitos dessa forma se tornassem não apenas encantadores, mas também muito procurados. O mesmo acontece com cerâmica e cerâmica, azulejos, peças de madeira, cobre e ferro forjado, e magníficas peças decorativas de renda, que antes serviam apenas a fins utilitários e agora são altamente valorizadas por seu valor decorativo. Os artesãos do Algarve produzem peças únicas, baseadas em tradições profundamente arraigadas e antigas. Em reconhecimento à qualidade artística do artesanato algarvio e ao potencial dos materiais tradicionais utilizados para os fazer, o projecto “Técnicas Ancestrais, Soluções Actuais” (abreviadamente “TASA”) tem vindo a recuperar as capacidades e conhecimentos de cultura tradicional da região, empregando design inovador e colocando os materiais para usos inesperados. Trabalhando com uma nova geração de artesãos, que estão ajudando a perpetuar a tradição, novas peças estão sendo criadas com linhas mais contemporâneas, mas que não diminuem a função tradicional do artesanato: criar peças atraentes que servem a um propósito útil nos dias de hoje. Abajures e berços feitos de cortiça, clipes de cana, sacos de palmito com bolsos no interior e capas de telemóvel são apenas alguns exemplos (alguns dos quais ganharam prémios) desta nova vida nas artes tradicionais do Algarve. Os artesanatos são como um fio comum que nos conecta a nossos primórdios e que nós transmitimos às gerações que nos seguem. Quando descobre o artesanato do Algarve, descobre o seu passado, sente as suas tradições e costumes e pode relacionar-se com os seus antigos valores que abrangem muitos povos e influências diferentes. Leve para casa algumas dessas verdadeiras obras de arte que testemunham a tradição e a inovação.

A Língua do Algarve

Como é o caso em outras regiões de Portugal, no Algarve também os ditados, expressões e sotaques mostram diferenças marcantes em relação ao português padrão. No entanto, devido ao longo período de isolamento da região, as particularidades da língua algarvia são maiores. Vale a pena ter presente que até menos de um século atrás, viajar para o resto do país, com excepção do Baixo Alentejo, significava ir de barco ao longo da costa. Por vezes, a marcada individualidade do sotaque algarvio pode dificultar a compreensão por aqueles que não estão familiarizados com o que está a ser dito. Isso, no entanto, faz parte do charme e do prazer da viagem porque a maneira como as pessoas falam e as coisas que dizem expressam a identidade e a herança cultural dos lugares que visitamos e das pessoas que moram lá. A língua algarvia é muito mais que um mero sotaque; ela expressa um modo de vida, com seus ditos tradicionais, suas maldições bem conhecidas e altamente coloridas, e a vivacidade e ritmo das conversas. Maldições no Algarve podem ser irónicas, perversas e mordazes, mas também têm vestígios de superstição. Eles fazem parte de uma tradição oral, muitos da costa, e inevitavelmente causam sorrisos e um sentimento de afinidade. Tudo isso está inextricavelmente ligado à rica e variada história da região. A língua tem as influências do árabe, português arcaico, neologismos e termos marítimos, mas a língua também muda dependendo de onde você está: pelo mar, no campo e nas terras altas, no oeste do Algarve ou mais a leste, perto da fronteira com o mar. Espanha. Este sotaque e esta linguagem estão entre as características mais notáveis ​​do Algarve. Divertidas, alegres e bem-humoradas, reflectem esta terra de sol e contrastes, uma terra de onde os exploradores velejaram há séculos em viagens para descobrir o mundo e uma terra que hoje abre de braços abertos para quem quiser para visitá-lo.

Música Folclórica

O corridinho, o baile de roda e o baile mandado são dançados em pares e são dirigidos pelo mandador. A origem dessas danças, que costumavam ser populares na natureza e hoje são dançadas por grupos etnográficos e de música folclórica, pode ser rastreada até as danças da corte, e depois recriadas e adaptadas para as danças populares de fim de semana. O acordeão, um instrumento fundamental para as danças tradicionais do Algarve, apareceu pela primeira vez na região no final do século XIX, e logo se tornou popular, trazendo maior interesse aos repertórios locais. Os jogadores reinventaram e combinaram melodias e ritmos de polcas e mazurcas às antigas bailes de roda, dando origem à riqueza rítmica e harmónica dos grupos de música folclórica do Algarve, cujas danças incorporam influências dos vários povos que encontraram ao longo dos anos. O Natal no Algarve é uma época de tradição religiosa e comunitária, com canções maravilhosas em homenagem ao jovem salvador, especialmente nas terras altas da Serra do Caldeirão. Durante a época de festas de Natal e Ano Novo, cantores de canções de natal, chamados charolas, vão de porta em porta cantando canções sazonais e tocando instrumentos populares que ilustram a alegria e a capacidade de improvisar das pessoas. Os moradores normalmente respondem com aplausos e, em seguida, oferecem as iguarias dos cantores e um copo de bom conhaque de medronho. No entanto, se eles não o fizerem, os cantores se vingarão cantando músicas provocantes, chamadas chacotas. Os grupos espontâneos de canto de canções desapareceram virtualmente, mas há grupos etnográficos que tentam manter viva esta tradição típica do leste algarvio e trazê-la de volta aos olhos do público. Outras canções tradicionais, que quase desapareceram, são canções de trabalho como o leva-leva, que os pescadores costumavam cantar para marcar o ritmo de desenhar nas redes, e as canções de colheita, cantadas no campo. O mesmo acontece com canções de ninar e canções românticas, que podem ser lentas ou vivas, como desfiles. Hoje em dia, a tradição vive nas vozes e nos dedos dos grupos tradicionais de canto, que preservam essa riqueza inestimável e a apresentam ao público.

Lendas

Nas lendas do Algarve, as donzelas mouriscas são incrivelmente bonitas ou são princesas perigosamente sedutoras, que prometem tesouros para quem as libertar dos feitiços mágicos que as prendem. Séculos de narrativas e tradições orais criaram inúmeras lendas em que essas donzelas mouriscas são descritas como guardiãs de tesouros escondidos em lugares afetados por feitiços: nascentes, fontes, rios, cavernas ou castelos. A lenda dos Mareares no Castelo de Aljezur, ou a da donzela moura do Castelo de Salir, descrevem a conquista e reconquista dos dois castelos. Por outro lado, a lenda da donzela mourisca da noria em Rio Seco, Faro, fala de um belo cavaleiro lusitano que se apaixonou perdidamente mas foi incapaz de quebrar o feitiço que ligava a sua amada, lançado por seu pai depois que a cidade foi tomada. tomado pelos cristãos. Numa terra de pescadores e marinheiros, um mito comum fala do belo Floripes, erguendo-se das ondas e exigindo demonstrações de bravura e coragem dos marinheiros de Olhão nas noites em que a lua estava cheia, se quisessem ser salvos. A lenda da Praia da Rocha fala de uma sereia que flertou com um pescador, filho do mar e um fazendeiro, filho dos planaltos. Após numerosas reviravoltas das circunstâncias, os planaltos furiosos enviaram enormes rochas rolando para o mar que, por sua vez, assolavam a noite e o dia, lançando-se contra as rochas. Incapaz de decidir entre os dois, a sereia se transformou em areia fina e dourada, permitindo que ela recebesse homenagens de seus eternos pretendentes gigantes. Todos os anos, a flor de amendoeira anuncia a chegada da primavera e traz à mente a princesa nórdica que estava com saudades de neve que seu marido, o rei, ordenou que centenas de amendoeiras fossem plantadas. As memórias também vivem no promontório do Cabo de São Vicente, onde ficava um templo dedicado a Hércules. Da adoração pagã às crenças muçulmanas e depois cristãs, o promontório reteve seu misticismo. Diz a lenda que os corvos acompanharam o corpo de São Vicente de Valência ao Algarve, montando guarda na cúpula da igreja e depois seguindo o corpo até Lisboa quando foi transportado para lá por ordem de Dom Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. . A linha entre a lenda e o mito é fina, e só é reconhecida por aqueles que as recontam, enquanto viajam através das memórias de ibéricos, fenícios, romanos e mouros.

Sagres

No promontório do Sacrum, os marinheiros fizeram promessas antes de partirem para suas longas viagens. Sagres tinha sido um local de culto desde o Neolítico e é, ainda hoje, uma encruzilhada nas rotas marítimas entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico. A fortaleza situa-se estrategicamente no promontório de Sagres, onde podia controlar o transporte marítimo, e a sua fundação no século XV está associada ao Infante D. Henrique. O muro primitivo construído pelo príncipe e destruído pelo terramoto de 1755 foi reconstruído em 1793. Ainda visíveis no interior estão a enigmática bússola erguida no chão, a falsa muralha de contrafortes e a Capela da Senhora da Graça, construído sobre as ruínas da Igreja de Santa Maria (Santa Maria) pelo Infante D. Henrique, o Navegador. Essas testemunhas dos Descobrimentos reforçam a aura de mistério e a qualidade mítica de toda a história e lendas sobre a aventura marítima, mantendo vivos os feitos heróicos dos navegadores até hoje. A partir daqui, você pode olhar para o Cabo de São Vicente, um ponto de referência sobre cartas náuticas devido ao farol originalmente dirigido por monges, que brilhou uma luz do alto da torre do convento para manter os navios seguros. Esta vasta herança é ainda reforçada pela impressionante beleza natural da costa e das falésias selvagens, moldadas pelo mar e pelo vento. O promontório de Sagres faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Um grande número de pássaros nidificam aqui, ou descansam durante a migração, para o grande deleite dos observadores de pássaros. Realçando ainda mais a magia de uma visita ao promontório mítico, a Fortaleza de Sagres é regularmente usada como local para peças de teatro, recitais de poesia, concertos de música clássica e popular e vários outros espectáculos de artes performativas. A Direcção Regional de Cultura do Algarve organiza eventos culturais nos locais históricos da região, combinando o património imobiliário com o património imaterial da criação artística. O Algarve dos Descobrimentos espera por você.

Arqueologia

A beleza do cenário natural aumenta ainda mais os monumentos megalíticos, que podem ser admirados em muitos lugares do Algarve. O menir do Padrão na Raposeira, Vila do Bispo, faz parte de uma das mais significativas concentrações de monumentos megalíticos do Algarve. Nas terras altas da Serra do Caldeirão, o dólmen do Cerro das Pedras e os dolmens de Beringel, perto de Salir, testemunham o passado pré-histórico da região. Os túmulos megalíticos de Alcalar, em Portimão, são um monumento nacional e oferecem um programa cultural. Na aldeia de Santa Rita (Cacela), você pode visitar um túmulo que tem cerca de 4.500 anos de idade. Em lugares próximos ao mar, ou nas terras férteis do barrocal, você encontrará ruínas romanas no Algarve que refletem um estilo de vida que valoriza a paisagem. As ruínas da villa Abicada estão localizadas no ambiente singular da Ria de Alvor. A casa (domus) tinha uma galeria com vista para o estuário e o mar, e mosaicos bonitos e coloridos cobriam o chão. Embora sem o tamanho e a pompa decorativa das ruínas romanas de Milreu, em Estoi, com o seu spa e templo privados decorados, as moradias de Cacela, Boca do Rio (Vila do Bispo), Quinta do Marim (Olhão) e Montinho das Laranjeiras ( Alcoutim), no entanto, oferecem vistas atraentes. No local do Cerro da Vila, na cosmopolita Vilamoura, pode visitar as ruínas de uma villa romana que tinha um spa e tanques de salga de peixe. Na Ponta da Atalaia, em Aljezur, as ruínas árabes de Ribat da Arrifana, um convento-fortaleza que acolheu peregrinos, são únicas em Portugal. A presença árabe no Algarve durou 500 anos e deixou legados culturais, económicos e sociais profundos. Um dos objectos mais emblemáticos do período islâmico é o “Tavira Vase” (século XI). Profusamente decorado com figuras humanas e animais altamente simbólicas, este é um exemplo icónico da arqueologia da região e está em exibição no museu municipal de Tavira.

Farois

Foi no Algarve, no Cabo de São Vicente, na costa de Vila do Bispo, que o primeiro farol de Portugal entrou em serviço em 1515. A torre do Convento de São Vicente foi usada pelos monges para iluminar os marinheiros. O atual Farol do Cabo de São Vicente, construído em 1846, eleva-se a uma altura de 28 metros. Hoje, os arcos dos claustros e os tanques de água ainda permanecem do antigo convento, assim como o muro da fortaleza que o protegia. A partir daqui, você pode ver uma das melhores paisagens da Europa, com falésias extravagantes e o infinito azul do Oceano Atlântico. A 51 metros acima do nível do mar, as falésias da Ponta da Piedade são as mais altas da costa sul e sobre elas existe um farol. A sua construção foi controversa, pois exigiu a demolição da secular Capela de Nossa Senhora da Piedade, local de peregrinação dos marítimos. O farol da Ponta do Altar encontra-se no promontório junto à pitoresca aldeia de Ferragudo (Lagoa) e oferece vista para a foz do rio Arade e da cidade de Portimão a partir do mar. Da mesma forma, o Alfazina, ou Carvoeiro, Farol (Lagoa), como é chamado pelos pescadores, fica em um promontório rochoso, onde se eleva a uma altura de 23 metros acima do Oceano Atlântico. A forma extravagante do litoral e suas cavernas são usadas como locais de nidificação e descanso por numerosos pássaros que voam ou deslizam com elegância infinita antes de mergulhar no mar em busca de comida. Um farol laranja de 18 metros de altura na torre de controlo da Marina de Vilamoura ajuda no ir e vir de barcos de recreio até este porto cosmopolita para iates e barcos à vela. Com 46 metros de altura, o Farol do Cabo de Santa Maria, em frente às cidades de Faro e Olhão, domina a paisagem de areias macias e douradas na barreira da Culatra, parte do sistema de dunas da Ria Formosa. Observando a foz do rio Guadiana, ergue-se o Farol de Vila Real Santo António. De formato cilíndrico, a torre é branca com faixas pretas e é encimada por uma lanterna vermelha. É um maravilhoso miradouro de onde pode observar a baía de Monte Gordo e atravessar a fronteira com a Espanha. Mais informações sobre visitas aos faróis, por favor, vá aqui.

Rotas Culturais

A origem do Caminho de Santiago como rota de peregrinação, com o objetivo de venerar os restos mortais do apóstolo São Tiago Maior, que está sepultado na Catedral de Santiago de Compostela, remonta à Idade Média, a partir do século XX. nono século em diante. Classificadas como Rotas Culturais Européias no século XX, algumas partes também são Patrimônio da Humanidade. Entre as várias rotas históricas, os ramos do Caminho Português oferecem vários itinerários diferentes em Portugal. E é possível seguir o Caminho de Santiago a partir do Algarve. Se a sua motivação é fé, espiritualidade, desejo de aventura ou qualquer outra razão, escolha o seu caminho, entre em contato com as várias associações de peregrinação para obter informações e pronto!

Para mais informações:

http://www.caminhosantiagoportuguessul.pt/

https://walkingbaesurissantiago.blogspot.pt/

http://www.vialusitana.org/

www.visitalgarve.com

Contacte-nos / Contact us / Entrez en contact

 

geral@vacationsinalgarve.com

Tel: +351 934962442

  • Facebook Clean
Morada / Address / Adresse

 

Rua de São Pedro, n.º 119 Loja

no sítio da Boavista,

8500-448 Portimão,

Algarve, Portugal

Aceitamos / We accept / Nous acceptons

© 2023 por Loft City. Orgulhosamente criado com Wix.com / Quinta da Baticova, Gestão Imobiliária Lda

Image provided by Lexe-I has not been altered and is used in compliance with CC License.